sábado, 20 de outubro de 2007

Á corda solta

Estava amarrada. À dignidade, que chamei pelo nome próprio, soltei-lhe uma ponta quando estava distraída. Distorci-lhe as entranhas, fecheia-a na cave ( e engoli a chave ), parti-lhe a forma, manchei-a com marcas e tirei-lhe o nome, o próprio pelo que ja a chamei.
À dignidade. Ainda insatisfeita, distorci o torto da sua composição torta e ainda bati-lhe para não reagir, Matei-a, mesno no fim de estar morta, roubei-lhe a própria cova e enterreia-a no lixo.
Dignidade?Não conheço. Sou apenas o ramo partido duma árvore arrancada e a amarra solta duma corda que ninguem quer.
Hoje sinto-me assim. Amanhã sou deusa.
Sou a tua alma que fala. a Farsa da tua sombra que acenas-te esta manhã. Isto, és tu ás vezes.

2 comentários:

Joana disse...

descobri-te logo. o teu estilo é inconfundível, tu és inconfundível. consegues ser tudo dentro de ti. - não, não é tudo o que há de melhor no mundo porque dizem que ninguém é perfeito, mas, sem dúvido, és dos poucos que conseguem tocar lá. levas a minha mãozita para também sentir como é?

poh, gosto tanto de ti minhocas! ^^

Ajustado disse...

São comentarios destes, de gente desta, que me faz reflectir sobre as amizades que tenho. São realmente unicas. sou realmente uma felizarda tanta vez um tanto egoista. Quem me dera escrever como tu joaninha, como posso levar lá a tua mãozinha, se é como ela que eu anceio ser?