És cúmplice.
Da variável, vitima comprometida,
que alcança a partida,
mas que opta por não ir.
Não queres. És submissa.
A típica dama que é fixa,
és tu a construtora da teia,
a mesma que prepara a ceia,
da tua própria submissão.
És escrava. Escrava preta,
Mulher da treta!
Fraca mas apta!
Fraca? Fraca porque é essa,
a tua condição.
Apelar-te para que mudes,
era apelar-te para que sujes,
a teia que te repelia,
a mesma que nem te queria.
Mas é ela que tu escolhes,
A teia fria em que vives,
Em que acordas e em que dormes.
Senhora de quem, não é ninguém,
Mãe porque sim. Esposa porque convém.
Convicções que nunca tiveste!
Então porque finges estar armada,
Quando és confrontada e cedes!
Porque falhas.
E mulher que falha, é falhada.
Não me julgues que te julgue!
É justo que seja eu a condenar-te.
Sova a teia. Não sorves a ceia,
e serei eu, a primeira a perdoar-te.
Salva-te!
(folha solta do meu caderno velho, que espera, quase já sem vontade, de ser tornado poema. Se um dia os publicar, papá, dedico-te somente a ti)
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